Em algum lugar da Palestina, um pai e um filho conversando. Em hebraico antigo. Com algumas liberdades interpretativas.


“Pai, porque comemoramos essa data, essa festa da Páscoa?”


“Filho, há muito tempo atrás, nosso povo foi um povo escravo. Nenhum de nós tinha liberdade para ir e vir, fazer o que quiséssemos. Éramos escravos do Egito, e construímos muitos cartões postais sob o chicote deles. Nosso Deus não queria que continuássemos como escravos, sem liberdade para adora-lo devidamente. Deus nos havia prometido uma terra farta, vida em alegria e em abundância. Então Deus levantou Moisés, que foi ao Egito nos libertar.


Ele foi perante o Faraó pedir a liberação de nosso povo, e o Faraó disse não. Deus então enviou nove pragas ao Egito. Transformou as águas de seu principal rio em sangue, infestou o país de rãs, de moscas, de piolhos, fez os animais terem doenças. Criou uma invasão de gafanhotos, úlceras nas pessoas, uma chuva terrível de fogo, e cobriu o Egito de escuridão. Mesmo depois disso tudo, o Faraó ainda não deixou o povo ir.


Deus deu nove chances a eles. Então Deus alertou o povo para que sacrificassem um cordeiro, e com o sangue dele sinalizassem suas portas. Naquela noite, o Anjo do Senhor caminhou pelas ruas do Egito, e levou o primogênito de todos os Egípcios, mas não tocou em nenhum dos filhos dos israelitas. O Faraó então deixou nosso povo ir embora. É por isso que comemoramos essa data.”


“Mas, pai, porque o Anjo do Senhor não levou nenhum dos filhos do nosso povo?”


“Porque um cordeiro havia morrido por eles, e o sangue dele era o sinal de que eles estavam protegidos.”


Então parece que essa história é mais velha do que pensávamos hein... Hoje é o dia de lembrarmos do sacrifício feito pela nossa vida. Estamos debaixo desse sangue, protegidos, eternizados. Lembremos do sacrifício de Cristo, do plano perfeito de Deus, e de que Ele nunca nos abandonou.


ref: êxo 6-12; Artigo adaptado da mensagem de Páscoa do Pr. Lisâneas “ Martin Scorcese” Moura, da Igreja Batista do Morumbi